Obras na Reta de Piranema seguem paradas e sem prazo para conclusão

A obra de revitalização da Rodovia Prefeito Abeilard Goulart de Souza (RJ-099), conhecida como Reta de Piranema, está novamente parada e sem prazo para ser finalizada. O projeto, iniciado em março de 2021 e previsto para terminar em 2022, prometia modernizar os 13,5 km que ligam Itaguaí a Seropédica, mas segue gerando transtornos para motoristas e moradores.

A obra prevê recapeamento, drenagem, sinalização, iluminação e a construção de uma ciclofaixa. Apesar disso, cerca de 1 km próximo ao trevo de Itaguaí permanece inacabado, com buracos, pavimento interrompido e ausência de acostamento, comprometendo a segurança dos usuários.

A falta de acostamento e sinalização, somada à ausência de radares e fiscalização, tem gerado insegurança. Moradores relatam excesso de velocidade, acidentes frequentes e caminhões estacionados de forma irregular no trecho, aumentando o risco para quem transita.

Trecho da Reta de Piranema com pavimentação irregular e acostamento inacabado
Trecho da Reta de Piranema com pavimentação irregular e acostamento inacabado, dificultando a segurança de motoristas e pedestres

Além de atender milhares de moradores, a Reta de Piranema é uma rota estratégica para o transporte de cargas com destino ao Porto de Itaguaí. As más condições da via atrasam entregas, elevam custos logísticos e aumentam a probabilidade de acidentes.

Promessas e atrasos

Em dezembro de 2024, o Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro (DER-RJ) informou que 75% da obra estava concluída, com 11 km revitalizados. A previsão de término, na época, era para o primeiro semestre de 2025, mas pendências judiciais sobre desapropriações atrasaram a construção de um viaduto.

As obras chegaram a ser retomadas no fim de abril deste ano, com nova previsão de entrega para outubro de 2025. Entretanto, segundo o DER-RJ, a atual paralisação se deve à necessidade de adensamento do solo mole encontrado no trecho final, que compromete a capacidade de suporte do pavimento e pode causar deformações no asfalto.

Moradores relatam problemas recorrentes, como alta velocidade de veículos, acidentes frequentes e falta de fiscalização. No trecho inacabado, caminhões chegam a estacionar na pista, aumentando o risco de colisões.

No entanto, o DER-RJ agora informa que falta apenas 1 km para a conclusão, mas que o trecho está sobre solo mole, o que exige adensamento antes da pavimentação para evitar deformações no asfalto. O órgão não deu nova previsão de término.

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