A Prefeitura de Itaguaí diz oferecer cardápio variado e nutritivo, no entanto, estudantes e responsáveis relatam insatisfação, afirmando que o cardápio não corresponde ao divulgado e que as opções oferecidas se resumem, em grande parte, a peixe e frango repetidos diariamente.
De acordo com a publicação nas redes sociais, as refeições incluem arroz, feijão, carnes variadas, peixe ao molho, omelete enriquecida com legumes, além de saladas frescas e frutas como maçã e banana. Segundo a administração municipal, o cardápio é elaborado por nutricionistas para promover saúde, crescimento e melhor aprendizagem.
Entretanto, pais e responsáveis apontam divergências, na prática. “Sempre pergunto à minha filha se ela se alimentou bem e ela sempre responde que não quer comer, porque está enjoada de sempre comer as mesmas coisas. Peixe e frango”, relatou Isabela Costa.
Com a divergência entre a versão apresentada pela Prefeitura e os relatos de alunos e familiares, o tema reacende o debate sobre a importância da fiscalização da alimentação escolar, garantindo que os recursos destinados ao PNAE se convertam em refeições variadas e nutritivas.
O que é a PNAE
É o Programa Nacional de Alimentação Escolar, ele é responsável por garantir a alimentação escolar dos alunos matriculados na rede municipal, estadual, distrital e federal.
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) é o responsável por repassar os recursos financeiros para as secretarias estaduais de educação e prefeituras municipais.
A fiscalização
As denúncias sobre a merenda escolar em Itaguaí vêm se intensificando desde o fim de agosto. Profissionais da educação e responsáveis por alunos relataram aos vereadores que as escolas da rede municipal estariam servindo refeições restritas a arroz, feijão e ovo, em contraste com o cardápio nutritivo divulgado pela Prefeitura.
Segundo os relatos, a situação tem gerado insatisfação entre estudantes e famílias, que questionam a qualidade da alimentação fornecida. Enquanto vereadores acompanham o caso, pais e professores cobram transparência na aplicação dos recursos e fiscalização efetiva da merenda, apontando que a responsabilidade final é da gestão municipal, que precisa garantir a qualidade das refeições servidas às crianças e adolescentes.