O 2º Fórum de Acessibilidade Marítima da Baía de Sepetiba, realizado nesta quarta-feira (15) no Hotel Mont Blanc Resort, em Itacuruçá, Mangaratiba, trouxe uma notícia decisiva para o setor portuário fluminense: a dragagem emergencial do canal de acesso ao Porto de Itaguaí será executada ainda em 2025.
O anúncio foi feito pelo diretor-presidente da Portos Rio, Flávio Vieira, durante o encontro que reuniu autoridades portuárias, representantes da Marinha do Brasil, do Ministério de Portos e Aeroportos, da Receita Federal, da Polícia Federal, além de terminais marítimos e empresas do setor naval e logístico.
“A dragagem emergencial do canal de acesso ao Porto de Itaguaí será executada ainda neste ano. Em junho, a praticagem identificou pontos de assoreamento que comprometiam a segurança da navegação, obrigando os navios a operar apenas na maré cheia. Diante disso, decidimos agir imediatamente e realizar a dragagem dos pontos críticos, um trabalho rápido e econômico, com investimento entre R$ 17 e 20 milhões. Essa ação vai restabelecer a navegabilidade plena e garantir que as operações ocorram durante todo o dia”, anunciou Flavio Vieira, diretor-presidente da Portos Rio.
Dragagem emergencial vai eliminar restrições de navegação
Segundo Flavio Vieira, a dragagem completa do canal, que custaria cerca de R$ 115 milhões, está prevista para uma etapa futura. No entanto, a prioridade atual é resolver de imediato os pontos emergenciais que vêm causando restrições às manobras.
Com o acúmulo de sedimentos na chegada à Baía de Sepetiba, a Marinha do Brasil e a Praticagem haviam recomendado que as embarcações de grande porte só navegassem com maré cheia, o que reduziu a eficiência operacional e o fluxo de navios.
A ação emergencial, de custo estimado entre R$ 17 e 20 milhões, será executada ainda este ano e deve restabelecer as condições de navegabilidade em todo o período diário de operação, garantindo maior segurança e previsibilidade para os terminais e operadores que atuam no Porto de Itaguaí.
Fórum reforça integração e desenvolvimento regional
Organizado pelo Sindicato dos Operadores Portuários do Porto de Itaguaí (Sindopita), o fórum reuniu lideranças do setor marítimo e industrial com o objetivo de debater soluções técnicas e institucionais voltadas à infraestrutura e à sustentabilidade da Baía de Sepetiba.
“O Fórum de Acessibilidade Marítima do Porto de Itaguaí tem um caráter técnico e institucional, reunindo especialistas e autoridades para discutir soluções que melhorem a infraestrutura de acesso marítimo à Baía de Sepetiba. Nosso objetivo é garantir mais segurança à navegação, reduzir riscos ambientais e ampliar as condições operacionais dos portos instalados na região. Essas melhorias significam mais emprego, mais renda e mais desenvolvimento para Itaguaí e municípios do entorno. É fundamental lembrar que o Complexo Portuário de Itaguaí responde por cerca de 65% da receita da Portos Rio, e o presidente Flávio Vieira tem demonstrado sensibilidade e compromisso em corrigir um histórico desequilíbrio, valorizando Itaguaí e reconhecendo sua importância estratégica para o estado”, destacou Marcos Cunha, presidente do Sindopita.
Novo ciclo para o Porto de Itaguaí
Com a confirmação da dragagem emergencial, Itaguaí entra em uma nova fase de retomada operacional. A medida é considerada um marco de reordenação portuária e deve contribuir para a ampliação do potencial de cargas e o fortalecimento da logística regional.
A Baía de Sepetiba abriga os terminais da CSN, Vale, Porto Sudeste, Sepetiba Tecon e Ternium, configurando um dos maiores complexos portuários do país, responsável por uma fatia expressiva das exportações brasileiras de minério, aço e combustíveis.
A expectativa é que, após a conclusão da dragagem emergencial, o porto retome plenamente sua capacidade de operação contínua, com reflexos diretos na economia de Itaguaí, Mangaratiba e Seropédica, gerando empregos, arrecadação e novas oportunidades de negócios.