Cravos floridos e fortes: os 2 adubos que fazem toda a diferença

Poucas flores são tão populares e versáteis quanto o cravo. Com suas pétalas delicadas, perfume marcante e cores vibrantes, ele aparece em jardins, buquês e vasos com a mesma imponência. Mas o que muitos não sabem é que, por trás de sua beleza, o cravo é uma planta exigente — especialmente no que diz respeito à nutrição correta. E a verdade surpreende: dois adubos simples e acessíveis fazem toda a diferença para que os cravos cresçam fortes, floridos e livres de doenças.

Se você já teve cravos que murcharam antes de florescer ou que pareciam estagnados mesmo recebendo água e sol, é provável que o problema esteja no solo. Neste artigo, você vai descobrir quais são esses dois nutrientes essenciais e como usá-los da forma certa.

Cravos: uma planta exigente, mas grata

Os cravos (Dianthus caryophyllus) pertencem à família Caryophyllaceae e se adaptam bem ao clima brasileiro, desde que recebam sol direto por algumas horas por dia e um substrato bem drenado. Sua origem mediterrânea explica essa preferência por clima mais seco e ventilado. Mas mesmo com sol e água na medida, a planta não deslancha sem o adubo certo.

O segredo está em fornecer o combustível que ela realmente precisa para manter a produção constante de flores, além de folhas verdes e raízes fortes. E não, não é qualquer NPK que resolve.

O primeiro adubo: fósforo (P) na medida certa

O fósforo é o principal responsável pela formação e durabilidade das flores. Sem ele, o cravo até desenvolve folhas, mas não floresce — ou solta botões que não abrem. Esse é um erro comum: usar um NPK genérico, como o 10-10-10, e esperar floração intensa.

Para os cravos, a dose certa é um adubo rico em fósforo, como o NPK 4-14-8. Essa fórmula favorece a floração sem sobrecarregar com nitrogênio (que promove só folhas). O fósforo também ajuda no desenvolvimento das raízes, essencial para plantas cultivadas em vasos ou jardineiras.

Como usar:

  • Aplique o adubo a cada 15 dias durante a primavera e o verão.
  • Sempre sobre o solo já úmido, para evitar queimar as raízes.
  • Use uma colher de chá para vasos médios (20 cm de diâmetro), misturando levemente no substrato.

O segundo adubo: potássio para resistência e durabilidade

O potássio (K) é outro nutriente chave — e muitas vezes negligenciado. Ele atua na resistência da planta a pragas e doenças, além de fortalecer as hastes e prolongar a vida útil das flores. Cravos com deficiência de potássio tendem a ter folhas amareladas nas bordas, talos frágeis e flores que murcham rápido.

Uma alternativa natural rica em potássio é a farinha de casca de banana seca. Você pode fazer em casa, secando as cascas ao sol ou no forno baixo, depois triturando até virar pó. Outra opção prática é o uso de adubos orgânicos equilibrados com foco em floração, como bokashi.

Como aplicar:

  • Espalhe uma colher de sopa da farinha de casca de banana por vaso, uma vez por mês.
  • Para plantas no chão, dobre a quantidade e distribua ao redor da raiz, cobrindo levemente com terra.
  • Evite o contato direto do adubo com o caule para não causar fungos.

Adubação orgânica complementar

Além desses dois adubos principais, o cravo responde bem a compostos orgânicos suaves, como húmus de minhoca, que melhora a estrutura do solo e libera nutrientes de forma lenta. O importante é não exagerar no nitrogênio — caso contrário, a planta vai priorizar folhas e esquecer das flores.

Receita de mistura ideal:

  • 2 partes de terra vegetal
  • 1 parte de húmus de minhoca
  • 1 parte de areia grossa
  • 1 colher de sopa de farinha de casca de banana (mensal)
  • 1 aplicação quinzenal de NPK 4-14-8

Com essa base, o cravo tende a desenvolver folhas viçosas, hastes resistentes e botões florais em abundância.

Erros comuns na adubação de cravos

  1. Usar adubo com muito nitrogênio (ex: NPK 20-10-10): resulta em muita folhagem e pouca flor.
  2. Adubar em excesso: pode queimar as raízes e comprometer o desenvolvimento.
  3. Não adubar na época certa: o cravo precisa de reforço nutricional principalmente entre setembro e março.
  4. Aplicar com solo seco: aumenta risco de queima química nas raízes.

Resultado: cravos mais floridos, por mais tempo

Quando esses dois nutrientes entram na rotina do cultivo, a diferença é visível: os cravos florescem com mais frequência, têm hastes que não quebram com o vento, as cores ficam mais intensas e as flores duram muito mais. O aroma também tende a ser mais acentuado em plantas bem nutridas.

Além disso, você passa a entender o ciclo da planta e a interagir com ela de forma mais intuitiva — observando, ajustando e celebrando cada nova floração.

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