O Festival Ruptura chega a Itaguaí com uma proposta ousada: romper os modelos tradicionais de produção de arte e como ela deve ser exibida. O evento ocupa, entre os dias 22 e 24 de agosto, o Espaço ÉduCação, no bairro Brisamar, e a Arena Barrinho, no Campo do Cação, com múltiplas linguagens artísticas e protagonismo periférico.
Idealizado pela produtora cultural Gabriele Corrêa, conhecida como Oby, o festival promove encontros entre artistas visuais, músicos, performers e coletivos audiovisuais, todos com forte ligação com a estética urbana e a realidade da Baixada Fluminense. O Ruptura nasce como gesto artístico e político, propondo novas formas de olhar e reconhecer a potência criativa das margens.
Programação
A programação tem início na sexta-feira (22), às 19h, com uma apresentação de breaking do B-Boy Maikel Cruz. Em seguida, às 19h30, acontece a abertura da exposição “Entre Muros e Miragens”, com obras visuais de Oby, DittoBene e Remy Branco, artistas que retratam a força da estética urbana. A noite se encerra com um pocket show dos MCs KL e Jovem, ambos crias do território.
No sábado (23), o festival assume caráter formativo. Das 14h às 15h, o artista DittoBene ministra a oficina de criação de cartazes. Logo depois, das 15h às 16h, o público participa da oficina de zine com Remy Branco, e das 16h às 17h é a vez da oficina de graffiti conduzida por Oby, fortalecendo a circulação de saberes e práticas artísticas acessíveis à comunidade.

O encerramento será no domingo (24), a partir das 14h, na Arena Barrinho, no Campo do Cação, com a abertura da Feira Cria Economia, que reúne expositoras como Giovana Cristina, Claúdia Teodoro, Fanny e Dark e Eny Brechó. A trilha sonora fica por conta do DJ Jovem, e às 14h40 o público assiste à performance da palhaça Noenice. A partir das 15h40, o rap toma conta com o pocket show dos MCs Rhaiam Oliveira e QUASECALMO.

Logo depois, às 16h40, acontece a aguardada Batalha da Costa, tradicional encontro de rima da região. Às 17h40, é a vez do MC Átila NZ se apresentar. O dia se encerra às 19h com a exibição de produções audiovisuais dirigidas por Léo Flores “Sem Lutar, Ninguém Vévi” e “Tristeza Mata” e pelo Coletivo Aquilombar Itaguaí “Por um Fio”.

Um espaço de resistência e criação coletiva
Mais do que um festival, o Ruptura é um ato de afirmação identitária. Ele convida o público a perceber que, distante dos grandes centros culturais, a arte segue pulsando com força nas periferias, carregando memória, crítica e esperança. Além da diversidade de linguagens artísticas, o festival promove a economia criativa, fortalece a identidade cultural e afirma a potência da arte produzida nas margens.
O evento é realizado com recursos do Governo Federal e do Ministério da Cultura, por meio da Política Nacional Aldir Blanc, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Itaguaí.
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