Itaguaí ampliou sua frota de ambulâncias após a realização de reparos em veículos que estavam fora de operação. Até o fim de novembro, apenas cinco ambulâncias atendiam a rede municipal, número considerado insuficiente pelas equipes de saúde para a demanda diária do município. Ao longo dos últimos oito dias, 12 veículos foram recuperados e liberados para circulação.
A retomada ocorreu após levantamento feito pela Secretaria de Transportes, que identificou pendências mecânicas de diferentes níveis de complexidade. A pasta montou uma força-tarefa para executar os consertos, que envolveram serviços simples e intermediários, além de alguns reparos mais completos. A Secretaria de Saúde acompanhou o processo, já que a distribuição dos veículos impacta diretamente unidades como o Samu e o Hospital São Francisco Xavier.
Frota reforça Samu, hospital municipal e transporte especializado
Entre os veículos recuperados, quatro foram destinados ao Samu. Três reforçam a estrutura do Hospital São Francisco Xavier, incluindo uma UTI móvel. Uma ambulância neonatal também entrou em operação e ficará baseada no hospital, atendendo tanto pacientes adultos quanto pediátricos. A van adaptada para transporte de pacientes em hemodiálise, antes parada, voltou a funcionar e retoma o deslocamento de moradores que realizam tratamento fora da cidade.
De acordo com informações das secretarias de Saúde e Transportes, o hospital municipal precisa manter ao menos cinco ambulâncias disponíveis para garantir o fluxo de atendimento. Com os reparos, a frota total do município chegou a 15 veículos, embora duas ambulâncias sigam em manutenção e devem retornar em breve.
O secretário de Transportes, Nando Rodrigues, afirmou que a pasta trabalha para colocar todos os veículos em circulação. Ele informou que não há prazo definido para que a frota completa retorne, mas disse que a expectativa é concluir os consertos nos próximos dias.
Relembre
Em abril, durante a gestão interina de Haroldo Jesus, Itaguaí recebeu 13 veículos destinados ao atendimento móvel de saúde, incluindo uma ambulância do tipo A enviada pelo governo federal por meio do Novo PAC e outras unidades que haviam sido transferidas por programas anteriores. Apesar das entregas, parte dessa frota permaneceu fora de operação durante a gestão de Rubão (Podemos), a partir de 18 de junho, o que reduziu a capacidade de resposta da rede municipal em diferentes momentos.
Nesse intervalo, a discussão sobre a disponibilidade de ambulâncias ganhou destaque após a morte do menino Miguel de Jesus Silva, em novembro. O adolescente foi picado por uma cobra no quintal de casa. A família relatou demora para conseguir transporte imediato para outra unidade onde houvesse soro antiofídico. Na época, o hospital informou que o soro foi obtido no Hospital Pedro II, em Santa Cruz, e aplicado conforme protocolo, mas Miguel não resistiu. O episódio mobilizou moradores e reacendeu o debate sobre estrutura de emergência e veículos disponíveis.