Um futuro mais verde pode se tornar realidade em pouco anos em Itaguaí. Nesta segunda-feira (22) a Secretaria Municipal do Ambiente, Mudanças do Clima e Bem-Estar Animal lançou o projeto “Florestas Urbanas” com o slogan “Verde no presente para um futuro resiliente”. A iniciativa prevê o plantio de novas 8.700 mudas em 62 áreas mapeadas pelos bairros da cidade até 2028. A ideia é preparar o município para os efeitos das mudanças climáticas.
Primeiros plantios
O programa, faseado, começa o plantio com 700 mudas distribuídas em ruas e avenidas centrais. Entre novembro deste ano e janeiro de 2026, o foco será a entrada da cidade, o calçadão e a Avenida Itaguaí. Em seguida, a prioridade passará a bairros com maior déficit de arborização e maior ocorrência de ilhas de calor, como Engenho e Vila Margarida. Esses pontos apresentam alta densidade urbana e pouca cobertura vegetal em Itaguaí.
No início, 17 espécies diferentes, como ipês de várias tonalidades, jacarandá-mimoso, manacá-da-serra, sibipiruna, quaresmeira, pata-de-vaca, pau-ferro, vão ganhar um destino. O critério de escolha priorizou espécies nativas da Mata Atlântica, de médio porte e adaptadas ao clima da cidade.
Infraestrutura urbana
Para o subsecretário do Ambiente, Pedro Henrique Barreto, o projeto é mais que arborização: trata-se de infraestrutura urbana. “As árvores funcionam como um ar-condicionado natural, reduzem a temperatura, melhoram o ar e promovem mais qualidade de vida”, explicou. O objetivo é diminuir a sensação térmica, melhorar a qualidade do ar e trazer bem-estar aos moradores.
Benefícios do plantio
Estudos de arborização urbana apontam que além das árvores, melhorarem a qualidade do ar, reduzem a temperatura por aumentar a umidade. Ruas antes precárias são valorizadas após a arborização, assim como auxiliam a saúde física e mental da população. Isso porque as árvores absorvem CO₂, filtra poluentes, libera oxigênio e reduz poeira em suspensão, e ainda oferece abrigo e alimento para aves, insetos polinizadores e pequenos animais, fortalecendo a biodiversidade urbana.
Manutenção
Uma das principais preocupações da população é a sobrevivência das mudas. A secretaria confirmou que haverá um plano de manutenção intensiva, com irrigação, adubação, poda técnica e monitoramento constante. Esse trabalho será realizado por equipes especializadas, sobretudo nos dois primeiros anos de adaptação, período em que também haverá substituição de mudas, se necessário.
Outros passos do programa
Além do plantio, o programa inclui transplante de árvores existentes, elaboração do Plano Municipal de Arborização Urbana e campanhas educativas. Estão previstos mutirões com escolas, associações e moradores. “Queremos que cada árvore seja também um símbolo de cuidado coletivo e compromisso com a cidade”, disse Barreto.
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