Estudantes do 8º e 9º anos das escolas municipais Professora Maria Guilhermina de Souza Freire e Severina dos Ramos, em Itaguaí, participaram do projeto Jovens Comunicadores. Trata-se de iniciativa da Porto Sudeste em parceria com a Secretaria de Educação do município. Ao longo do programa, os alunos tiveram acesso a técnicas de redação, oratória e fotografia. Também produziram conteúdos jornalísticos para o Jornal Aproximar, publicação da companhia voltada à comunidade disponível no site oficial da empresa e com distribuição online.
Aplicado nas escolas municipais Guilhermina de Souza e Severina dos Ramos, o projeto levou às salas de aula uma proposta de educomunicação que representou um reforço importante ao ensino local, especialmente porque as turmas não contam com aulas de redação na grade curricular. Pensado como uma expansão do workshop realizado no ano anterior na Casa Porto, na Ilha da Madeira, o Jovens Comunicadores nasceu com o objetivo de ampliar o acesso à formação comunicacional entre estudantes da rede pública e estimular um olhar atento para os desafios da comunicação contemporânea.

Nova dimensão ao ambiente escolar
Para a diretora da Escola Municipal Guilhermina de Souza, Thais Ribeiro, a experiência trouxe uma nova dimensão ao ambiente escolar. “O jornal e a escrita dentro da escola garantem que a educação não seja apenas sobre decorar fórmulas. Eles ensinam sobre aprender a ler o mundo e, eventualmente, ter a coragem de escrevê-lo. A experiência foi maravilhosa, o jornal escolar funcionou como um ‘pulmão’ intelectual da instituição. Eles transformam a escola de um local de recepção de dados em um centro de produção de conhecimento”, acentuou a educadora.
Aprendizado que dá voz
Além do contato com literatura e técnicas narrativas, os participantes desenvolveram habilidades essenciais para organizar ideias, construir argumentos e se comunicar com mais segurança. Na etapa final do projeto, os 30 estudantes se dividiram em grupos para produzir reportagens publicadas na 15ª edição do Jornal Aproximar. Com um olhar atento ao próprio território, os alunos escreveram sobre temas que atravessam seu dia a dia, da mobilidade urbana às áreas de lazer, da cultura escolar à história local. A diretora ressaltou como o projeto permitiu que os alunos tivessem as ferramentas necessárias para dar voz aos temas de seu interesse e da comunidade escolar, destacando, por exemplo, um grupo que decidiu escrever sobre a banda da unidade escolar. “Nossos alunos aprenderam como desenvolver uma redação, produzir textos e realizar entrevistas. Quero muito que a parceria permaneça para este ano”, concluiu Thais.
Como legado, o projeto ajudou a criar uma base para o desenvolvimento de veículos locais e a inspirar o jornalismo comunitário. Com isso, fortalece o papel da população como protagonista de suas próprias narrativas. A iniciativa também reforça o compromisso da Porto Sudeste com o desenvolvimento social e educacional das comunidades da região.
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