Ricardo Berbara afirma que ano começou de forma bastante dura com forte abalo no orçamento da instituição
Reitor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), o professor Ricardo Luiz Louro Berbara gravou um vídeo, publicado na sexta-feira (10), no site da instituição, em que faz uma avaliação sobre os impactos que o corte de verbas anunciado pelo Governo Federal vai exercer nas contas da universidade. O reitor começa a gravação analisando o início do ano de 2019, com o campus tendo dificuldades antes mesmo do corte anunciado recentemente. De acordo com ele, desde os meses de janeiro e fevereiro houve um contingenciamento de 27%, seguido agora pelo bloqueio de 30% do orçamento global. Nas contas de Berbara, esses recursos representam em média R$ 21 milhões.
O reitor lembra também que, além disso, dois dias antes da publicação do vídeo, foram anunciados cortes em dezenas de bolsas de mestrado e doutorado. Segundo ele, essa decisão vai afetar programas de pós-graduação e a formação de servidores e estudantes. O reitor avisa que segmentos menos complexos, como o restaurante universitário e bolsas de auxílio, continuarão sendo oferecidos, assim como a segurança do campus e a manutenção das salas.
Na avaliação do reitor, setores como missões de trabalho, uso de impressoras, telefonia, correios, diárias e passagens e missões internacionais serão mais impactados pelos cortes. “Caso esses cortes de R$ 21 milhões não sejam revistos nos próximos meses, a Universidade Rural entrará no segundo semestre com imensas dificuldades para honrar seus compromissos frente a seus fornecedores”, afirma. “Portanto, não devemos fazer pouco desse cenário conjuntural tão adverso às instituições públicas”, completa.
Ricardo Berbara continua dizendo que cortes como esses nunca foram vistos em toda a história da República brasileira, feitos em tão curto prazo, numa quantidade tão significativa.
Ele termina com uma mensagem, dizendo que a história nunca se posiciona em favor daqueles que homenageiam a ignorância, a violência e a morte, mas sim a favor daqueles que se posicionam em favor da razão, da cultura, das liberdades, da democracia, da paz e da vida. O reitor conclui a mensagem afirmando que os próximos dias serão fundamentais para que a sociedade reaja aos cortes e o ensino público seja garantido pelas gerações que ainda virão.