A 8ª Semana Acadêmica de Jornalismo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) foi realizada entre os dias 3 e 7 de novembro e reuniu estudantes e profissionais para discutir o futuro da mídia, as experiências de bastidores nas diversas áreas da comunicação e as transformações tecnológicas do setor.
Realizada no auditório Paulo Freire, no Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS), a Semana Comunicar! promoveu dez atividades, entre oficinas, debates e mesas-redondas, ao longo dos cinco dias. Temas como o uso de novas ferramentas, inteligência artificial (IA), desafios da credibilidade jornalística e combate à desinformação foram abordados.
Audiovisual e comunicação popular
Na segunda-feira (3), a Comunicar! promoveu a oficina “Audiovisual na prática: do set à finalização”, ministrada pelo cenógrafo e roteirista Paulo Santoro e pelo designer de efeitos visuais Enzo Santoro, que destacaram o papel da inteligência artificial no trabalho audiovisual.

Mais tarde, a mesa “Comunicação Popular e Sindical” contou com a comunicadora Luísa Souto, do Núcleo Piratininga de Comunicação, e a repórter Maria Carolina Morganti, da TV Globo. As convidadas discutiram temas como coletividade, solidariedade e construção conjunta de narrativas.
Jornalismo esportivo e gênero
As duas programações de terça-feira (4) tiveram o jornalismo esportivo como foco. Na oficina, o aluno Cauê Rodrigues compartilhou suas experiências em coberturas esportivas e métodos de trabalho. A mesa do dia reuniu Eric Faria, comentarista da TV Globo; Cahê Mota, repórter do Globo Esporte; Belle Costa, repórter do Canal Goat; e Vinícius Rodeio, das redes sociais da ge TV. O grupo ressaltou as mudanças que a internet e as mídias digitais provocaram na rotina das redações.

A discussão de gênero, iniciada por Belle Costa, foi aprofundada na oficina “Jornalismo esportivo sob um recorte de gênero: cobertura de esportes femininos”, realizada na quarta-feira (5). A estudante Maria Fernanda Monteiro apresentou o projeto “Corre por Elas”, voltado à cobertura especializada de modalidades femininas.
Fotojornalismo
A mesa “Fotojornalismo: imagem, denúncia e memória” reuniu os fotógrafos Bruno Veiga, Carlos Júnior e Sandro Vox. Os profissionais discutiram a importância da sensibilidade e da coragem no trabalho fotográfico e atribuíram ao fotojornalismo o papel de denúncia e de “enxergar o invisível”.

Radiojornalismo e podcast
No penúltimo dia de evento, quinta-feira (6), Mateus Mesquita, da Rádio Tupi, apresentou a oficina “Desafios e bastidores do radiojornalismo”. O repórter falou sobre o que acredita ser o papel do rádio na atualidade: “O maior desafio pra gente hoje é tentar desmistificar a notícia falsa e trazer a confiabilidade do jornalismo”.

A mesa “Da voz ao fone de ouvido: transformações sonoras no jornalismo” discutiu o espaço dos podcasts na mídia brasileira. Flora Thompson-DeVeaux, da produtora Rádio Novelo; Fagner Torres, do programa Lado B do Rio; e Felipe Lucena, do Dois Para Lá, Dois Para Cá, abordaram o podcast como ambiente alternativo ao jornalismo tradicional e aos meios de comunicação hegemônicos.
Jornalismo cultural e investigativo
No último dia da Semana Acadêmica, sexta-feira (7), o repórter Fábio Júdice, do RJTV1, participou da mesa sobre jornalismo cultural e destacou a importância de dar visibilidade a projetos socioculturais.

A 8ª Semana Comunicar! foi encerrada com a mesa de Jornalismo Investigativo, com Sérgio Ramalho, especialista em segurança pública e direitos humanos, e Fábio Gusmão, autor do livro “Dona Vitória da Paz”. A dupla discutiu o acesso a dados públicos, a segurança das fontes e os desafios do trabalho investigativo.
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