Final do Intercontinental concentra torcedores em Itaguaí

Torcedores flamenguistas assistiram à final da Copa Intercontinental em dois diferentes pontos do centro de Itaguaí: o Tutti-Frutti e a praça Vicente Cicarino, onde o bar Black Bear transmitiu o jogo num telão. E se na Revista Atual deste ano há uma matéria sobre como o Tutti – como é carinhosamente chamado pelos frequentadores – é uma verdadeira ágora (lugar onde pessoas de diferentes tribos se reúnem sem nenhum tipo de conflito ou animosidade), desta vez houve uma nova demonstração disto: um torcedor do Vasco esteve presente e cumprimentou de forma amistosa os boêmios rubro-negros, e na praça também foi avistado pelo menos um torcedor cruzmaltino, ambos usando camisas do clube. Mas a tarde estava reservada ao Flamengo.

O clube da Gávea chegou à final da Copa Intercontinental após uma campanha de destaque no Catar. A equipe rubro-negra iniciou sua jornada enfrentando o Cruz Azul (México) nas fases iniciais, vencendo por 2 a 1. Em seguida, o time carioca consolidou sua vaga na decisão ao derrotar o Pyramids FC (Egito) por 2 a 0. Time e torcida viviam a expectativa de repetir o histórico feito do elenco de 1981, que conquistou o Mundial em cima do Liverpool, da Inglaterra.

E ninguém pode dizer que o Flamengo não tentou. A equipe viu o PSG (França) sair à frente no placar durante o primeiro tempo, mas conseguiu o empate em cobrança de pênalti convertida por Jorginho. Depois disso, os rubro-negros se mantiveram vivos levando perigo ao adversário em múltiplos lances e sobrevivendo à prorrogação, mas viu o time francês levar a tão sonhada taça após a decisão por pênaltis, que terminou em 2 a 1 para os europeus.

O clima entre os torcedores ao final foi agridoce, com a decepção natural pela derrota, mas também de reconhecimento pela grande temporada do Flamengo em 2025: o rubro-negro conquistou a Libertadores e o Brasileirão e teve chances reais de levar o Intercontinental para casa. Num cenário em que a disparidade dos times europeus para os sulamericanos é considerável, jogar de “igual para igual” não é um prêmio de consolação, mas sim algo digno de nota.

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