A ocorrência envolvendo o espalhamento de bagres-guri na faixa de areia da Prainha, na Ilha da Madeira, em Itaguaí, foi resolvida, sem registro de novos riscos ambientais ou à segurança dos banhistas. A limpeza da área foi realizada logo após o incidente, restabelecendo as condições normais de uso da praia.
De acordo com Rafael Santoro, de 61 anos, proprietário da embarcação envolvida, o episódio ocorreu de forma acidental, em razão de fortes ventos que provocaram o rompimento de uma rede de pesca enquanto o barco estava atracado no píer. Com isso, parte do pescado foi arrastada pela maré até a faixa de areia.
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Em vídeo gravado no local e encaminhado à redação do Jornal Atual, Santoro afirma que a situação foi controlada imediatamente, com a retirada dos peixes pela própria equipe responsável.
Segundo ele, assim que tomou conhecimento do ocorrido, mobilizou cerca de sete trabalhadores para realizar a remoção dos exemplares, ainda na tarde de sábado. Um novo rescaldo também foi programado para a manhã seguinte, como medida preventiva, a fim de assegurar que nenhum peixe permanecesse na praia.
Santoro sustenta que não houve descarte irregular e que pretende reunir imagens de câmeras de vigilância para comprovar que o incidente teve origem exclusivamente natural.
Imagens registradas após a limpeza mostram a faixa de areia livre de resíduos, com circulação normal de moradores e frequentadores, incluindo crianças, sem risco de ferimentos. A atuação rápida evitou qualquer impacto mais duradouro ao ambiente ou aos usuários da praia.
O caso gerou atenção porque o bagre-guri é um peixe comum em águas rasas e de fundo arenoso e possui um espinho venenoso que pode causar dor intensa em caso de contato, exigindo cautela em áreas de banho. Após a retirada do pescado, não houve novos relatos de ocorrência semelhante.
O incidente foi registrado no sábado (13), por volta das 16h, e havia sido inicialmente denunciado por pescadores locais, o que gerou preocupação entre moradores da região. Com a limpeza concluída ainda no mesmo dia, a situação foi considerada totalmente normalizada.
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